É de apenas quatorze anos o adolescente que preso confessou ter participado da morte do odontólogo Modesto Nahum Pantoja Júnior, durante um assalto no início da noite desta sexta-feira, dia 15, na rua Tupinambás esquina do canal da Quintino, do bairro do Jurunas, em Belém.
Frio e sem medir palavras, o menor acabou sendo preso duas horas após o crime quando estava em casa, depois que os policiais militares da 4ª Zona de Policiamento, sob o comando do oficial interativo Fábio Campos, receberam uma denúncia de moradores próximos ao local do homicídio dando como certa a participação do adolescente na morte do dentista.
Levado primeiro à Seccional Urbana da Cremação perante o delegado Arnaldo Mendes, o menor sem cerimônia detalhou passo a passo os detalhes do crime. Ele disse que tinha saído para jogar bola em uma arena no Jurunas, quando encontrou seu parceiro conhecido como “Baixinho”, que o convidou para fazer “umas paradas” na esquina da rua Tupinambás com o canal da Quintino, aproveitando a forte chuva que tinha caído e deixado o local alagado.
Ele informou aos policiais civis e militares que tinha conhecido o parceiro no dia anterior ao crime e que este estava armado com um “Oitão”, denominação dada na gíria da malandragem para um revólver calibre 38.
Segundo a Polícia Militar, é bem provável que o dentista Modesto Pantoja Júnior tenha optado por fugir do congestionamento que parou Belém na sexta-feira devido à chuva e foi parar em um lugar extremamente perigoso.
O menor disse que ao ver o Fiesta do médico, eles primeiro jogaram um tronco de árvore que tinha sido levado pela enxurrada do canal e nesta ocasião o dentista tentou acelerar o carro quando o parceiro “Baixinho” atirou na cabeça da vítima.
“O meu papel foi só parar o carro do homem e jogar o tronco, mas quem disparou o ‘teco’ foi o ‘Baixinho’”, confessou o menor.
Após a confissão, o pai do menor foi chamado até o gabinete do delegado Arnaldo Mendes e na frente da reportagem do DIÁRIO , o adolescente contou novamente em detalhes o crime para desespero do pai, que chorou copiosamente vendo o relato frio e covarde do filho.
POLICIAIS
O tenente Fábio Campos, oficial interativo da 4ª ZPol, juntamente com o sargento Edson, cabos Gerson, Renato, Xavier e soldado Venâncio, das viaturas 2224 e 2150, prenderam o adolescente em menos de duas horas após o cometimento do crime, além da perspicácia do delegado Arnaldo Mendes em obter a confissão do menor que foi levado para a Divisão de Atendimento ao Adolescente para as medidas legais. (Diário do Pará)